Quem está por trás do Corpo Vital
O corpo sempre foi a minha casa e a minha voz.
Comecei no Taekwondo aos 5 anos e fiquei até os 17, moldada pela filosofia das artes marciais. Depois vieram as artes circenses e o tecido aéreo, onde eu aprendi que presença e foco precisam ser absolutos, porque lá em cima o medo trava e a confiança expande. São 26 anos estudando movimento humano.
Só que nada disso me sustentou quando a vida me testou de um jeito que eu não esperava.
Teve uma época em que o peso emocional foi tanto que eu quase não reconhecia a mulher que eu tinha virado. Fiquei doente, apática, perdi a minha alegria. E essa apatia não vinha de fora. Eu passava os meus dias tentando agradar todo mundo, me anulava para deixar os outros bem, e não me colocava em primeiro lugar em nenhum momento.
O esgotamento apareceu no meu corpo antes de eu entender o que estava acontecendo. A postura fechou, o peito retraiu, os ombros caíram. Eu, que conhecia tão bem o próprio corpo, não entendia por que ele estava me traindo daquele jeito.
Foi aí que eu mergulhei em bioenergética, neurociência e ciência de hábitos. E entendi uma coisa que mudou tudo: o meu corpo não era só um reflexo da minha mente. A minha mente também era um reflexo do meu corpo.
Se a dor emocional fechava a minha postura, eu podia usar o movimento consciente para fazer o caminho inverso.
Encontrei um nome para esse caminho de volta a mim mesma. Chamei de Método ALMA.
Hoje, aos 46 anos, eu tenho um corpo que segue móvel, forte e cheio de energia, na contramão do que a maioria acredita ser inevitável depois dos 40. E o Corpo Vital existe para colocar isso ao alcance de outras mulheres.
Ana Sofia Lamas